Novo olhar de Jonathan Anderson sobre a era da Dior.

Paris voltou a ser o epicentro da moda nesta terça-feira, 1º de outubro de 2025. Nos jardins do Tuileries, a Dior apresentou um dos desfiles mais aguardados da temporada e, talvez, da década: a estreia de Jonathan Anderson à frente da linha feminina da maison. Um momento histórico que uniu herança e ousadia em um mesmo compasso.

A atmosfera foi aberta com um curta em preto e branco, projetado em uma estrutura monumental, que preparou o olhar do público para o que estava por vir. Uma narrativa densa, dramática, que reforçava o tom de ruptura e, ao mesmo tempo, de reverência à memória de Christian Dior.

Na passarela, Anderson reinventou códigos. A clássica jaqueta Bar, símbolo eterno da maison, ressurgiu com volumes inesperados nas costas; as saias plissadas, em versões mini, desafiaram o olhar conservador; transparências e tecidos estruturados se alternaram em um jogo de opacidade e leveza. A estética era pura interpretação, onde passado e futuro dialogavam em cada costura.

Até o logotipo da Dior ganhou releitura: um retorno ao estilo tipográfico de 1946, época de fundação da casa. Uma decisão simbólica, que reafirma o respeito às origens enquanto abre caminho para novos capítulos.

O cenário, entre árvores outonais de Paris, recebeu uma plateia estrelada — Jisoo, Jimin, Jennifer Lawrence e Johnny Depp estavam entre os convidados que testemunharam a primeira página desta nova história.

Mais do que um desfile, o que se viu foi o anúncio de uma era. Anderson trouxe para Dior um frescor intelectual e, ao mesmo tempo, uma audácia emocional. A moda, aqui, não foi apenas vestida: foi interpretada.

 

Por: Suzi Freitas, Editora-Chefe